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Expen 2018 encerra com debates sobre bitcoin e benefícios fiscais para inovação

19/03/2018 10:47:00

Uma tecnologia revolucionária que promete transformar o mercado financeiro tradicional – o bitcoin – foi tema de palestra na Feira de Soluções Empresariais (Expen), em Chapecó, na última semana. O professor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) Emílio Wuergesexplicou o funcionamento da criptomoeda e esclareceu dúvidas dos participantes.

Bitcoin é uma forma de dinheiro, com a diferença de ser digital e não ser emitido por nenhum governo. Usa a tecnologia ponto-a-ponto para operar sem a necessidade de uma autoridade central ou banco, sendo as transações gerenciadas coletivamente pelos usuários da rede. O bitcoin é considerado a primeira moeda digital mundial descentralizada. “As transações financeiras são feitas sem intermediários, mas verificadas por todos os usuários da rede Bitcoin que são gravadas em um banco de dados distribuído, chamado de blockchain”, elucidou Wuerges.

De acordo com o professor, o bitcoin tem a tendência de se disseminar cada vez mais. “É uma tecnologia inovadora, fácil, barata e segura”, afirmou. A diferença da criptomoeda é que ela é baseada por certificado digital e é mantida por computadores compartilhados. “Todos os usuários cuidam da sua segurança”, salientou Wuerges. Para as transações, existe uma chave pública e uma privada. A chave privada é uma combinação de letras e números que permite gastar o dinheiro e a chave pública, também uma combinação de letras e números, gera endereços para receber bitcoins.

A rede de bitcoins, explica Wuerges, é como uma rede de cheques dividida entre todos os participantes. Essa rede é organizada pelos chamados mineradores que estão rodando o programa de mineração de criptomoedas, onde qualquer participante minerador tem a chance de ganhar um lote. “A cada dez minutos o minerador organiza essa pilha de cheques. Esse é um protocolo definido com o surgimento do bitcoin. Existem outros, mas ainda não foram bem testados”.

Milhares de pessoas e lojas por todo o mundo já aceitam bitcoins como forma de pagamento. Para Wuerges, é uma moeda fácil de transacionar que poderá, no futuro, contribuir em momentos de crise.

BENEFÍCIOS FISCAIS PARA INOVAÇÃO

Para encerrar a programação de palestras da Expen 2018, o consultor de projetosAntonio Marcon explanou sobre “Novas fronteiras dos benefícios fiscais para inovação”. Quanto aos programas de investimento público Marcon elencou alguns problemas, como a insegurança e a descontinuidade de iniciativas e a burocracia inadequada à velocidade dos ambientes de inovação. Nos programas de investimento privado há recorrência de crises econômicas e restrições do mercado nacional de capital de risco. Entre os exemplos citados por ele de parcerias público-privada estão a Lei do Bem, Lei de Informática, PD Energia, PD Óleo&Gás e o Marco Legal da Inovação.

No contexto internacional, Marcon frisou que as empresas monitoram novos negócios desde o nascedouro, como projetos dentro das universidades. No Brasil, as empresas costumam focalizar para empreendimentos que já possuem um modelo de negócio pré-estabelecido no mercado. De acordo com ele, os setores que mais investem em inovação são o de tecnologia da informação e o agronegócio.

Atualmente, o Brasil possui de 8 mil a 10 mil startups. Esses negócios são mantidos, principalmente, com orçamento próprio e financiamento governamental. Somando-se as iniciativas públicas, corporativas e as parcerias público-privadas estima-se que o País possua em torno de 200 programas de apoio às startups.

Para ilustrar as possibilidades de incentivos fiscais, Marcon citou alguns exemplos de startups que estão sendo aceleradas por meio do acordo de cooperação tecnológico firmado entre os governos brasileiro e sul-coreano em 2015, com o Programa de Promoção da Economia Criativa da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e da Samsung. “A Samsung é patrocinadora. Conseguimos aportar 5 milhões de dólares em cinco anos, até 2021. Temos mais de 40 startups dentro do programa, sendo uma de Chapecó, a Meu Plano”, relatou.

A satartup Meu Plano é uma plataforma que permite o controle do uso dos serviços de telefonia móvel e indica qual a melhor alternativa de planos e operadoras, baseado na análise dos padrões de consumo do usuário. Uma vez instalado no smartphone, o aplicativo passa a analisar o uso de voz, mensagens e dados, disponibilizando ao usuário um painel de controle do seu consumo e cruzando os dados obtidos com os últimos planos disponibilizados por todas as operadoras de telefonia móvel do Brasil. Além de controlar o uso dos serviços e tomar decisões sobre troca de planos, com o aplicativo é possível monitorar on-line tudo o que é utilizado e gasto, recarregar créditos e acompanhar as promoções e novidades das operadoras.

A FEIRA

A Expen 2018 foi organizada pela Associação Polo Tecnológico do Oeste Catarinense (Deatec). Seu principal objetivo foi estimular a economia, o empreendedorismo e o aperfeiçoamento das empresas e profissionais, oferecendo soluções completas para todas as etapas de maturação de uma empresa, desde o planejamento de um novo negócio até a gestão e conquista de novos mercados.

Os patrocinadores principais da Expen 2018 foram a Optidata, o Badesc, a Sicredi Região da Produção RS/SC, a Unochapecó e a Inviolável. A feira teve ainda apoio da prefeitura de Chapecó, ACIC, SICOM, FIESC/SENAI, Giulietta, Associação Chapecoense de Futebol, Hotel Holiday & Business, Unimed Chapecó, Europe Café, Sindicato das Empresas de Processamento de Dados, Software e Serviços Técnicos de Informática do Estado de Santa Catarina (Seprosc), Gráfica Mercur e Ampliza.