POLO TECNOLÓGICO DO OESTE CATARINENSE
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Palavra do Presidente

Condomínio Tecnológico de Chapecó é o principal desafio da Deatec para 2017

A efetivação do Condomínio Tecnológico de Chapecó é o principal desafio assumido pela nova diretoria da Associação Polo Tecnológico do Oeste Catarinense (DEATEC) que assumiu neste ano para a gestão 2017/2018. O presidente, André João Telöcken, destaca também a meta de dobrar o número de associados e fortalecer o setor de tecnologia da informação e comunicação.

Telöcken é contador e advogado, com especialização em Planejamento Tributário e Controladoria e Finanças. Atuou 13 anos em cooperativa de produção (Itaipu), 12 anos na área de transporte nacional e internacional (Marvel) dos quais seis anos no desenvolvimento de sistemas e consultorias no setor de transporte frigorífico de longa distância, oito anos no segmento de energia eólica e solar na Messtechnik, onde atualmente é membro do conselho de administração, e é administrador da Clínica Integrada Oeste de saúde auditiva. É diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Associação Comercial e Industrial de Chapecó.

O senhor assume o compromisso de presidir uma das principais entidades empresariais de TI de SC. Quais são as metas e objetivos para o mandato?

André João Telöcken - Nesses 10 anos de atuação, a DEATEC se consolidou como a entidade de representação do setor de tecnologia do Oeste catarinense. O nosso desafio agora é estruturar a entidade para fazer frente a essa responsabilidade adquirida. Pretendemos dobrar o número de associados que atualmente são em torno de 90 e levar adiante o projeto do Condomínio Tecnológico de Chapecó. Para fazer frente a esses objetivos pretendemos desenvolver um planejamento estratégico de curto e longo prazo, de forma que o projeto DEATEC não fique restrito a uma gestão e sim ao longo prazo, fazendo com que as experiências da diretoria de uma gestão se transforme num legado que as subsequentes possam aproveitar.

Qual postura pretende adotar diante do relacionamento com os poderes públicos, universidades e a sociedade em geral?

Telöcken - Acreditamos muito na tríplice hélice, em que se unem os poderes públicos, os empresários e as entidades de educação. Entendemos que as entidades, como a DEATEC, devem representar os anseios dos associados, bem como da sociedade como um todo, com vistas ao desenvolvimento sustentável e continuado. Isso exige posicionamentos que nem sempre contentam a todos, mas precisamos mirar os resultados de longo prazo.

E em relação aos associados da DEATEC?

Telöcken - Entendemos que uma associação é o espelho dos seus associados, portanto queremos incentivá-los a olhar para frente, com determinação e segurança. Crescendo em associados a entidade também cresce. A DEATEC precisa estar conectada de forma globalizada, a fim de trazer novidades, desafios e modernidades para o quadro de associados, bem como prepará-los com treinamentos.

Um dos principais focos da DEATEC em 2017 é a efetivação do Condomínio Tecnológico. Como o senhor pretende conduzir a gestão para que isso seja concretizado?

Telöcken - O desafio do Condomínio Tecnológico é grande. É um sonho do segmento que cada vez está mais próximo da realidade. Atualmente, é a principal pauta de trabalho da entidade e a diretoria está toda envolvida no tema. Já temos um estudo, uma proposta em mãos de como se pode implementar, porém ainda muitos detalhes precisam ser considerados. No primeiro trimestre pretendemos definir comissões que assumirão partes do projeto e, com planejamento e afinco, tiraremos esse projeto do papel.

O ano de 2016 foi atípico e instável para a economia nacional, gerando incertezas para os investidores. De que forma o senhor avalia o impacto da crise econômica no setor de tecnologia?

Telöcken - O setor de tecnologia está em fase de expansão no mundo todo. Cada vez mais a tecnologia, seja o computador, o processador ou a informatização está se incorporando às coisas, às empresas e porque não dizer às pessoas. Com isso, o setor obrigatoriamente precisa crescer e isso está acontecendo. Felizmente na nossa região esse crescimento também está ocorrendo, principalmente pela pujança do nosso povo que não se apequena diante dos desafios. Temos diversos exemplos de pessoas e empresas que estão indo atrás e buscando desenvolver soluções para essa nova era que estamos vivendo. Penso que a principal razão de que a crise econômica não afeta tanto esse setor é porque trata-se de inovação, principalmente nas crises a inovação é necessária para termos mais eficiência e como o setor é essencialmente compostos por pequenas empresas, isso permite reações rápidas e mais eficácia.

Pesquisa da Acate demostrou que a região Oeste do Estado é uma das que mais cresce no setor. Qual avaliação o senhor faz do desenvolvimento econômico alcançado por Chapecó e região na última década no segmento de tecnologia e quais são as perspectivas para 2017?

Telöcken - As perspectivas para 2017 são positivas, uma razão está na nossa economia, que está começando a reagir e outra porque nossa região tem tido muito empenho no desenvolvimento dos profissionais. As universidades da região têm apresentado ao mercado profissionais e tecnologias que, a cada dia, abrem novas oportunidades. Temos a internet das coisas sendo cada vez mais uma realidade e tenho certeza que a nossa região tem necessidades e fará disso uma oportunidade.

Na sua avaliação, qual é o maior desafio que enfrenta o empresário: carga tributária elevada, legislação trabalhista complexa e cara ou infraestrutura inexistente e deteriorada?

Telöcken - Os três desafios apresentados são grandes entraves ao desenvolvimento de empresas e negócios. Já são muito batidos e debatidos no nosso meio. A carga tributária e a legislação trabalhista dependem exclusivamente de ações do governo, que cada vez mais se mostra lento e ineficiente. A infraestrutura talvez seja a parte mais fácil de resolver, por depender de investimento, podendo ser inclusive privado. Porém, um grande atrapalho que poderia ser um quarto item é a interferência estatal nos negócios que se revela na burocracia, nas legislações antiquadas e no forma como o Estado busca regular as atividades. Essa interferência gera muita insegurança, nunca se sabe qual vai ser uma nova regulamentação interferindo nas atividades privadas, seja para cobrar impostos ou simplesmente para complicar.

André João Telöcken / Presidente do Deatec